Os pacientes com problemas cardíacos de Pernambuco já podem contar com um tratamento revolucionário – os transplantes de células-ronco. Dois hospitais do Recife realizam a operação, ainda de maneira experimental, mas com resultados garantidos. Segundo os médicos, 60% das pessoas que passam pelo tratamento têm melhora significativa.
O Pronto Socorro Cardiológico de Pernambuco (PROCAPE) já realizou cinco transplantes de células-ronco. Pacientes com doenças de chagas são os alvos do PROCAPE, que conta com recursos dos Ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia para bancar as pesquisas.
Pacientes com enfarto e doenças crônicas são levados para o Hospital Agamenon Magalhães. Os pacientes que recebem o transplante de células tronco são, em sua maioria, atendidos na emergência da unidade antes. Foi assim que o técnico em refrigeração Eraldo de Lima conheceu o tratamento.
“Falaram-me da possibilidade, e só pelo fato de não precisar me cortar eu aceitei”, contou. Antes de receber as células-tronco, o coração dele trabalhava com 32% da capacidade. Atualmente, o órgão trabalha com 58%.
Antes de proceder com o transplante, os médicos realizam uma série de exames com o paciente, depois retiram sangue dos ossos da bacia. “Desse sangue sai as células capazes de gerar novos tecidos. Elas são injetadas na artéria que apresenta o problema para, assim, chegar até o coração, recuperando vasos perdidos e melhorando a circulação”, explicou o coordenador do Laboratório de Células-Tronco do Hospital Agamenon Magalhães, João Moraes.
O hospital tem capacidade para fazer até três transplantes por semana, mas como se trata de um estudo, os médicos monitoram uma quantidade igual de pessoas que passaram e outras que não passaram pela terapia de células-tronco.
De acordo com João Moraes, podem receber o tratamento pessoas com doenças crônicas do coração: “Basta procurar a unidade e se cadastrar. Haverá uma triagem, e por fim podemos iniciar o processo”, completou.
Comentário CCB:
O INCOR de São Paulo, coordena uma experiência com 1200 pacientes cardíacos em todo Brasil, com resultados semelhantes ao de Pernambuco. |