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Notícias CCB | Fonte: Daily Tech, Science Daily - 15 de março de 2009
 
Células-tronco substituem células mortas no cérebro
 

Um intrigante novo estudo reitera a promessa de que células-tronco podem curar muitas doenças diferentes. Células-tronco, no corpo humano, podem ser transformadas em diversos tipos de células diferentes, dependendo dos agentes biológicos aos quais elas foram expostas. Inicialmente, células-tronco foram assunto de muitos debates, pelo fato delas terem sido obtidas de fetos, mas agora cientistas estão começando a produzi-las em laboratório, transformando células normais em células-tronco.

No estudo recente, uma equipe liderada pelo Dr. Mike Modo, do Instituto de Psiquiatria do King’s College de Londres, experimentou implantar células-tronco em ratos afetados por derrames. Derrames, causados por obstruções em vasos sanguíneos cerebrais, causam a morte dos neurônios. Estudos anteriores tentaram implantar as células-tronco, para que estas se transformassem em novos neurônios. Entretanto, não houve grande sucesso.

O novo estudo, porém, mostra como este crescimento é possível: as células apenas precisam de uma “armação” para crescer. Em estudos passados, as células migraram para outras áreas do cérebro, as tornando basicamente inúteis para resolver o problema. No novo estudo, os pesquisadores implantaram as células junto a uma estrutura feita de um polímero biodegradável chamado PLGA, dentro da região afetada. O resultado foi o crescimento, com sucesso, de novos neurônios na região afetada em apenas 7 dias. A técnica tem alta possibilidade de ser viável em humanos.

Segundo Dr. Modo, “Nós esperaríamos ver melhoras mais substanciais depois de um derrame, se pudéssemos substituir totalmente o tecido cerebral perdido. E é isso o que estamos podendo fazer com nossa técnica”.

“Nesse processo, podemos injetar as partículas de PLGA com as células através de uma agulha muito fina, adotando a forma da cavidade, que durante o processo será preenchida pelas células, que fazem conexões com outras células, ajudando a estabelecer o novo tecido”, continua o Dr. Modo.

As regiões com tecidos danificados são detectadas através de ressonância magnética – e o desenvolvimento do novo tecido é acompanhado da mesma forma.

O próximo passo dos pesquisadores será permear as novas células com VEGF (fator de crescimento endotelial vascular), que ajuda a criar novos vasos para irrigar o tecido. Isso ajuda a trazer corrente sanguínea para a nova região, a mantendo viva.

O professor Douglas Kell, chefe-executivo do Conselho de Pesquisa em Biotecnologia e Ciências Biológicas (BBSRC), que fundou o projeto, afirma: “Derrame é uma das maiores causas de invalidez em países industrializados. A tecnologia para tratar derrames através do reparo dos danos cerebrais está chegando cada vez mais perto de nossas clínicas. Esta pesquisa será certamente um fundamento para tratameno ainda melhores no futuro”.

Comentário CCB:

As pesquisas com células-tronco, encontram-se em desenvolvimento em todo mundo e as técnicas para sua aplicação cada vez mais aprimoradas.

 
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