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Células-tronco vão permitir recuperação total dos movimentos, diz pesquisador.
Uma pesquisa com células-tronco desenvolvida em Brasília pode ajudar a resolver um dos problemas que mais afligem a população mundial: a oestoartrite. O estudo, conduzido pelo biólogo norte-americano Robert Pogue, busca recuperar completamente pessoas que sofrem da doença — causada pela perda progressiva de cartilagem nas articulações dos joelhos, mãos, quadris e coluna vertebral.
Segundo o biólogo, em breve, os brasilienses poderão tratar a enfermidade com terapia celular. “Como existem muitas pessoas no mundo estudando essa área, acredito que em cinco a dez anos vamos ver grandes avanços no tratamento da osteoartrite. E, muito provavelmente, poderemos recuperar totalmente os movimentos da articulação lesada”, antecipa o cientista, que trabalha na Universidade Católica de Brasília.
Tratamento - Hoje em dia, não existe tratamento que retarde a evolução ou reverta o processo patológico que conduz à osteoartrite. Os médicos podem apenas aliviar sintomas e permitir que os portadores levem vida normal, sem dores ou limitações de movimento. Porém, mesmo com o tratamento adequado, as lesões no tecido cartilaginoso costumam deixar sequelas. “Dificilmente o movimento da articulação volta a ser igual. Principalmente, quando não há intervenção cirúrgica”, observa Pogue.
Para tentar mudar esse quadro, o norte-americano estuda uma terapia que consiste em furar o osso do paciente até a medula óssea. “No joelho, por exemplo, a articulação é formada pelos ossos fêmur, tíbia e patela. O que impede um osso de se chocar contra o outro é a cartilagem. Quando ocorre uma lesão ou um desgaste causado pela idade avançada, parte dessa cartilagem é perdida”, explica.
É aí que entra a terapia celular estudada por Pogue. Segundo ele, na área em que o paciente perdeu tecido cartilaginoso, é feito um buraco, de alguns milímetros, que chega até a medula óssea — onde estão as células-tronco.
Esse procedimento desencadeia um processo natural de migração das células pluripotentes da medula até a região sem cartilagem. “O problema é que raramente essas células-tronco vão adotar o fenótipo do tecido cartilaginoso perdido”, afirma. Segundo Pogue, na maioria das vezes, as células se tornam fibrocartilagens — uma cartilagem presente nos ossos com pouco movimento, como o crânio e as vértebras.
O biólogo explica que, para uma regeneração completa, as células-tronco da medula deveriam se diferenciar em cartilagens articulares — presentes nas juntas em que há muito movimento, como a dos braços e das pernas. “Se pudermos identificar as moléculas capazes de inibir a formação da fibrocartilagem, vamos obter grande avanços no tratamento da osteoartrite”, conclui.
Doença degenerativa - A oesteoartrite é hereditária, mas também pode ser causada por movimentos repetitivos ou lesões em atividades esportivas. De acordo com estimativa da Sociedade Brasileira de Reumatologia, atinge 85% das pessoas que passaram dos 75 anos. Os sintomas começam com um simples incômodo e podem evoluir para a falta total de mobilidade na região atingida.
Cientistas criam ossos a partir de celúlas tronco
Se um órgão arrebenta, muitas vezes os médicos não conseguem tratar a situação. Agora, se um osso quebra em milhares de pedacinhos, o tratamento fica mais fácil. Sabe como? Os cientistas podem fazer ossos em laboratórios.
Cientistas criaram dois pequenos ossos a partir apenas de células tronco em laboratório. Eles conseguiram arrumar seu formato de acordo com imagens de ossos digitalizadas. Esse tipo de ossos está sendo testado em animais e até mesmo em algumas pessoas. De acordo com especialistas eles serão comuns daqui a dez anos.
Quando acidentes acontecem e ossos são fraturados gravemente, normalmente acontece o implante dos ossos ou de uma prótese de titânio - mas nem sempre o organismo aceita o implante e acaba acontecendo uma infecção por rejeição. Com os ossos feitos a partir de célula tronco, a pessoa não correria esse risco.
Atualmente, os ossos crescem em uma incubadora, mas os responsáveis pelas pesquisas dizem que logo eles serão cultivados no próprio corpo humano, para que o organismo já se acostume com o tecido novo.
Comentário CCB:
Juntamente com o tratamento de artrite, esta técnica irá revolucionar a ortopedia e a reumatologia, e existem varias outras técnicas que estão sendo testadas para estes procedimentos, o que possibilitará no futuro, até a substituição de próteses pela terapia celular. |