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Notícias CCB | Fonte: Panashop - 20 de agosto de 2009
 
Pesquisador da USP apresenta pesquisa para reverter o Diabetes Melito
 

O pós-doutor Julio Voltarelli, médico e pesquisador da Universidade de São Paulo, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (SP), esteve no Hospital Santa Cruz para apresentar sua pesquisa “Células Tronco no Diabetes Melito”, recentemente publicado no The Jornal of The American Medical Association.

A pesquisa do médico, realizada desde setembro de 1992, destaca que a terapia celular pode reverter o diabetes tipo 1, mas ainda não é possível se falar em cura do diabetes.

O pesquisador iniciou o estudo do uso de células-tronco hematopoéticas em transplantes não mieloablativos para pacientes com diabetes melito tipo 1 recém-diagnosticados. Ao todo, 19 pacientes foram submetidos ao procedimento e a continuidade da pesquisa demonstrou que 74% (14 pacientes) ficaram livres continuamente da insulina, sendo que alguns deles, por períodos de mais de três anos. O demais pacientes apresentaram uma redução da dose diária de insulina.

DIABETES MELLITUS ocorre, quando há falta de insulina ou ela não atua de forma eficaz, causando um aumento da taxa de GLICOSE no sangue (HIPERGLICEMIA). A INSULINA é produzida pelo PÂNCREAS. Todos nós precisamos de insulina para que nosso corpo funcione bem e possa utilizar glicose (açúcar) como principal fonte de ENERGIA.

O diabetes melito tipo 1 se caracteriza pela resposta auto-imune contra as células beta-pancreáticas e sua apresentação clínica inicial, ocorre quando cerca de 2/3 destas células já foram lesadas. Isso pode ocorrer ao longo de meses ou até anos, conforme a idade inicial da doença, sendo hiperglicemia o indício inicial dessa doença em estágio avançado. O tratamento convencional da doença é realizado com o uso de insulinoterapia, porém, a preservação das células beta-pancreáticas está associada a uma menor incidência de eventos hipoglicêmicos e de suas complicações vasculares.

Os principais estudos para a preservação das células-beta direcionam-se para o controle do fenômeno auto-imune e de sua capacidade de regeneração. O potencial de plasticidade das células-tronco levou grupos de pesquisadores internacionais e nacionais a iniciarem estudos clínicos com enfoque na sua capacidade de diferenciação em células beta-pancreáticas e no controle da agressão imunológica que estas células sofrem.

Comentário CCB:

No Brasil existem 5 milhões de pacientes com Debites, que no futuro serão beneficiados por esta terapia.

 
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